Boletim da Semana – 17 a 23 de setembro de 2017


Após um longo hiato, o Boletim da Semana volta mais uma vez à sua publicação normal neste blog. O motivo da ausência é o envolvimento de todos os editores do blog com a escritura de suas respectivas teses de doutorado. Esperamos sinceramente que este retorno seja definitivo, sem mais pausas. Um estudo mostra a mudança na rotina editorial das agências com o acesso às métricas de audiência; agências árabes e italiana fazem pacto contra terrorismo; agências se reúnem na China para aderir à Nova Rota da Seda; e vários acordos de cooperação são assinados ou renovados — isso e mais no Boletim da Semana.

ANSA e agências árabes assinam acordo de cooperação – A agência de notícias italiana ANSA e a FANA (Federação das Agências de Notícias Árabes) assinaram um acordo de cooperação na sexta-feira (22/9), no encerramento do fórum de representantes de agências árabes e europeias, em Roma (foto no alto). Pelo acordo, ANSA e FANA vão “aprofundar as relações e o diálogo sobre os principais problemas, os desafios comuns e as novas fronteiras do jornalismo e da tecnologia”. O presidente da ANSA, Giuseppe Cerbone, disse que “o diálogo sobre questões de informação é estratégico”, e nele “as agências exercem um papel essencial”. O encontro, que aconteceu na sede da agência italiana, teve como tema “O Futuro das Agências de Notícias e seu papel no Combate ao Terrorismo”. A declaração final do encontro cita o valor das agências de notícias como a “principal fonte de informações de confiança”, enfatizando a sua contribuição para a “paz e segurança a nível local, regional, nacional e internacional”, em um contexto de “crescente desinformação e propaganda”. As agências decidiram estabelecer uma “comissão de diálogo” entre elas, em que a ANSA servirá como “ponto de contato” entre as agências da FANA e as principais agências européias. Além de Cerbone, estiveram presentes o diretor-geral da KUNA (Kuwait), xeque Mubarak Duaij Al-Ibrahim Al-Sabah (que também preside a FANA), e o diretor do departamento de mídia da WAM (Emirados), Abdullah Abdul Karim. O evento acontece em meio à crise diplomática, desatada em junho, entre o Catar e países do Golfo Pérsico – especialmente Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes -, além do Egito, em que o primeiro país é acusado, pelos demais, de “proteger terroristas”. A troca de acusações entre os países árabes é feita especialmente por meio de suas respectivas agências de notícias, todas filiadas à FANA.

Agências se preocupam com métricas de audiência na web, demonstra estudo – Uma pesquisa realizada em 2016 no Instituto Reuters, em Oxford, na Inglaterra, verificou que agências de notícias estão tomando decisões editoriais baseadas no feedback de leitores finais graças a métricas de audiência nas interfaces digitais, e não mais apenas pelo retorno dos clientes-mídia. O estudo foi conduzido pelo pesquisador austríaco Christoph Schlemmer, que monitorou a forma como 31 agências de notícias, incluindo Reuters, AP, Bloomberg, DPA (Alemanha), AAP (Austrália), ANSA (Itália), Kyodo (Japão) e TASS (Rússia), utilizam plataformas para medição de acessos, como o Google Analytics, para acompanhar a disseminação de seus conteúdos na web, em redes sociais e em aplicativos móveis. Schlemmer constatou que as métricas de audiência, uma novidade para empresas antes acostumadas a tratar somente com clientes corporativos (B2B, ou business-to-business), vem influenciando decisões editoriais nessas redações. Um dos usos principais dessas métricas, segundo o autor, é reduzir o “lixo”: material produzido pelas agências que tem baixa disseminação. A pesquisa foi patrocinada pela agência de notícias APA, da Áustria, obde Schlemmer é repórter de economia. A íntegra pode ser acessada aqui.

Presidente da EFE diz que notícias falsas “atrofiam a mente” – O presidente da agência de notícias espanhola EFE, José Antonio Vera, comparou as notícias falsas à indústria da junk food na terça-feira (19/9), afirmando que elas fazem mal ao cérebro. “Sem percebermos, todas essas mentiras e adulterações da realidade vão formar parte de nossas opiniões e nos tornamos intolerantes e sectários. Elas atrofiam nossas mentes”, disse Vera. A declaração foi feita durante o III Fórum de Cooperação de Mídia da Nova Rota da Seda, em Dunhuang, na China. O evento teve participação de agências e veículos de mídia de 126 países, inclusive Reuters, Associated Press, Bloomberg, EFE, TASS, Sputnik, Notimex, Télam (Argentina) e Prensa Latina (Cuba).

Azerbaijão reabre processo por sonegação contra agência Turan – O órgão de receita fiscal do Azerbaijão reiterou (19/9) a acusação pendente contra a Turan, agência de notícias privada do país que desde agosto está suspensa por suspeita de sonegação de impostos. A dívida alegada chega a US$ 21,5 mil, mais multas relativas a impostos pendentes desde 2014. Em agosto, o diretor da Turan, Mehman Aliyev, chegou a ser preso pelo mesmo motivo e os bens da agência foram congelados. No dia 12/9, o órgão fiscal havia suspendido o processo, mas voltou atrás uma semana depois.

TASR, da Eslováquia, recebe prêmio de excelência por agregador digital – A agência de notícias da República Eslovaca, TASR, recebeu o Prêmio 2017 de Excelência em Qualidade de Agência de Notícias em reconhecimento ao seu agregador de mídias sociais, SomeCan, na quinta-feira (21/9) em Belgrado, na Sérvia. O SomeCan é uma ferramenta desenvolvida por uma equipe liderada pelo editor-chefe da TASR, Marian Kolar. É a primeira vez que a agência eslovaca ganha o prêmio. O prêmio é concedido anualmente pela EANA (Aliança Européia de Agências de Notícias). A honraria foi entregue pelo editor-chefe da agência sueca TT, Jonas Ericsson, atual presidente da EANA. A competição envolveu 32 agências de notícias na Europa. No ano passado, o título foi para a agência DPA, da Alemanha. “Este prêmio mostra que mesmo as pequenas agências, como a TASR, podem ter sucesso ao competir com gigantes, desde que sejam sistematicamente dedicadas à inovação”, disse diretor-geral da TASR, Vladimir Puchala.

Agências da Rússia e da Mongólia expandem cooperação – A agência de notícias MONTSAME, da Mongólia, e a congênere russa Sputnik, estabeleceram um acordo de cooperação na terça-feira (19/9) em Ulan-Bator, capital mongol. O documento foi assinado por Sergei Kochetkov, redator-chefe da Sputnik, e Ganchimeg Badamdorj, diretor-geral da MONTSAME. O documento que complementa o atual memorando de cooperação entre as duas agências, e agora elas decidiram expandir a cooperação na produção e intercâmbio de conteúdo. Também prometeram fortalecer os laços profissionais e trocar experiências nos meios de comunicação.

Refrega Trump-Kim traz KCNA de volta ao centro das atenções – A agência nacional da Coreia do Norte, KCNA (Korea Central News Agency), voltou ao centro das atenções midiáticas nesta semana após o presidente dos EUA, Donald Trump, atacar verbalmente e em público seu colega norte-coreano, Kim Jong-un. Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (19/9), o presidente ianque ameaçou “destruir totalmente” o país asiático. Em reação, a KCNA publicou declarações pessoais do presidente Kim chamando Trump de “gagá”. A agência Fars, do Irã, também veiculou outra resposta oficial aos ataques de Trump, que sugeriu cancelar o acordo entre seu país e Teerã. O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, chamou as declarações do ianque de “desavergonhadas” e “ignorantes”.

Anadolu apóia pedido de agência da Bósnia para entrar na EANA – A agência nacional da Turquia, Ajans Anadolu, declarou apoio, na quarta-feira (20/9) à solicitação feita pela agência FENA, da Bósnia, para entrar na EANA (Aliança Europeia de Agências de Notícias). A FENA é uma das duas agências de notícias estatais da Bósnia-Herzegovina, parte da Federação da Bósnia e Herzegovina (crotas e muçulmanos) dividindo o setor com a SRNA, relativa à República Sérvia da Bósnia (etnicamente sérvios). A zona muçulmana da antiga Iugoslávia recebe apoio político e econômico da Turquia, que dominou a região por quase 500 anos, entre 1389 e 1878.

Website da Notimex sai do ar durante terremoto no México – O site oficial da agência de notícias mexicana Notimex ficou inacessível durante as primeiras horas após o terremoto de 7,1 graus na escala Richter que devastou a Cidade do México, na terça-feira (19/9). A página voltou ao ar na noite do mesmo dia. Jornalistas que recorreram à edição virtual da agência para fazer sua cobertura da tragédia não puderam contar com o material no início. A Notimex, agência oficial do estado mexicano, é conhecida por sua excelência na produção de infográficos. Ela foi criada em 1968, logo antes da Olimpíada realizada na cidade, naquele ano.



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Repórteres da Reuters presos na Birmânia são indiciados


Dois repórteres da agência Reuters na Birmânia foram indiciados nesta quarta-feira (10/1) por quebra de sigilo de informação sensível de Estado, segundo o jornal britânico The Guardian. Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 27, são birmaneses e trabalham para a agência anglo-canadense. Eles estão presos desde o dia 12 de dezembro do ano passado, acusados de obter documentos sigilosos de policiais para publicar seu conteúdo no serviço da agência.

As fontes dos repórteres são policiais que trabalharam no estado de Rakhine, onde vem ocorrendo uma perseguição aos birmaneses da etnia ruaingá (em inglês, Rohingya), de maioria muçulmana, pauta que Lone e Oo estavam apurando, de acordo com o Guardian. O jornal britânico diz ainda que, na audiência de hoje, os promotores birmaneses acusaram formalmente os dois jornalistas de violarem a Lei de Segredos Oficiais, indicando que o caso prosseguirá apesar de pressões estrangeiras. Se forem condenados, eles podem ser sentenciados a até 14 anos de prisão.

Na próxima audiência, dia 23, o juiz decidirá se os repórteres podem aguardar o julgamento em liberdade. A Lei de Segredos Oficiais remonta a 1923, quando a Birmânia era parte da Índia sob domínio colonial britânico. Na época, a Reuters detinha o monopólio de notícias internacionais para a colônia.

Cerca de 650 mil refugiados ruaingás já deixaram a Birmânia rumo a Bangladesh, segundo dados de entidades de direitos humanos.





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Mestrado em Jornalismo de Agências da EFE aceita inscrições até 30/9


O programa de mestrado em Jornalismo de Agências, oferecido pela Universidad Rey Juan Carlos, em Madri, em parceria com a agência de notícias espanhola EFE, está com inscrições abertas até o dia 30/9, próximo sábado.

As vagas, em número indefinido, são abertas a candidatos com curso superior em qualquer área, obtidos tanto em universidades na Espanha quanto em outros países. Os diplomas devem ser reconhecidos pelo Ministério das Relações Exteriores espanhol. O domínio da língua espanhola (castelhana) é obrigatório. Os interessados devem enviar um currículo atualizado e passar por entrevistas de seleção. As solicitações devem ser entregues na sede ou nos escritórios da agência EFE (no Brasil, há três: Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília).

A 18ª edição do curso, que equivale a uma pós-graduação, começa no dia 2 de novembro e o segmento de créditos irá até maio de 2018, seguido por um estágio na EFE entre junho e novembro do ano que vem. O estágio pode ser feito na sede da agência ou em praças como Atenas, Cairo, Jerusalém, Miami e Santiago.

Os seis módulos teóricos incluem tópicos como as áreas informativas de agências de notícias, a linguagem jornalística das agências, a apuração e a edição em agências, a documentação e o jornalismo de dados – este último, oferecido pela primeira vez. O corpo docente é formado por jornalistas da agência espanhola e por professores da URJC.

O curso é pago, no valor de 6.950 euros, mais 500 euros de taxa de matrícula. Bolsas são oferecidas pela Fundação Carolina, patrocinadas pela empresa Gas Natural Fenosa, que também atua como concessionária no Brasil.

O programa nasceu no ano 2000, fruto de um convênio entre a URJC e a Escola de Formação da Agência EFE para “preencher a lacuna existente nos programas docentes das universidades espanholas referente ao trabalho jornalístico específico das agências de notícias”.

Os dados sobre o programa do mestrado e as matrículas estão disponíveis neste link. Outras informações podem ser obtidas pelos e-mails [email protected] e [email protected]

Mestrado em Jornalismo de Agências da EFE 2017





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Boletim da Semana – 24 a 30 de setembro de 2017

No jornalismo, chamamos “barriga” quando uma notícia falsa é divulgada por erro – diferentemente das fake news intencionais. Se barriga de jornal ou TV já é ruim, barriga de agência de notícias é ainda pior, porque o fato de enviar cada notícia para vários clientes multiplica o erro. Foi isso que a agência da Noruega fez esta semana, ao “matar” o rei do país – aquele mesmo que o golpista Temer confundiu com o rei da Suécia. Além disso, a AFP colhe bons frutos da decisão de se estabelecer na Coreia do Norte e a Bloomberg fez uma parceria com um dos maiores grupos de mídia sauditas para lançar um canal internacional em árabe. Isso tudo e mais no Boletim da Semana.

Bloomberg anuncia parceria para lançar canal em árabe

A agência norte-americana de informação financeira Bloomberg assinou no dia 20/9 um acordo com o grupo de mídia saudiya SRMG para lançar um canal em árabe. O canal deve ser chamado Bloomberg Al-Arabiya e será multiplataforma, incluindo televisão all-news, rádio no mesmo formato e plataforma digital, além da revista Businessweek em árabe e uma série de conferências e debates.

A plataforma atenderá uma audiência em árabe em vários países com notícias e análises sobre empresas, mercados, economia e política. A SRMG (Saudi Research and Marketing Group) é a empresa que edita os jornais Ash-Sharq al-Awsat (O Oriente Médio, em árabe), Al-Eqtisadiah (O Economista) e Arab News (em inglês). A empresa pertence a membros da família real da Arábia Saudita e também atua nos setores de TI, gráfico, distribuição de impressos e provedor de acesso à internet. O acordo foi assinado pelo presidente da SRMG, príncipe Bader al-Saud, e pelo dono da agência, Michel Bloomberg (foto no alto).

NTB dá notícia falsa sobre morte do rei da Noruega

A maior agência de notícias da Noruega, NTB (Norsk Telegrambyrå), publicou acidentalmente na quarta-feira (27/9) que o rei do país, Haroldo V, tinha morrido. A notícia é falsa. O despacho, preparado com antecedência para a eventualidade do falecimento (o que é comum em agências), tinha marcas de “xxxx” no lugar de datas e causas de morte. A NTB enviou uma correção três minutos depois, desmentindo o flash. Horas depois, o palácio real divulgou uma nota afirmando que o monarca está “em ótima forma”. O diretor-executivo da agência, Mads Yngve Storvik, descreveu a barriga como “extremamente lamentável”. A NTB é propriedade coletiva dos maiores jornais e grupos de mídia noruegueses.

WAM planeja expandir serviço para mais seis idiomas – A agência de notícias WAM, dos Emirados Árabes Unidos, deve acrescentar seis novos idiomas ao seu serviço noticioso, chegando a oito línguas no total, publicou o jornal Gulf News na terça-feira (26/9). O anúncio foi feito pelo ministro Sultan Ahmad al-Jaber, presidente do Conselho Nacional de Mídia do país. O diretor-executivo da WAM, Mohammad Jalal al-Raisi, disse ao jornal que “o lançamento do serviço noticioso multilíngue reflete o compromisso da WAM em ressaltar as várias conquistas dos Emirados e sua imagem positiva ao fornecer um amplo espectro de serviços noticiosos para um vasto segmento da audiência global”. Não foram divulgadas quais serão as novas línguas a serem incluídas. Atualmente, a WAM só opera em árabe e inglês. Essa deve ser a maior expansão da agência desde os anos 1970, quando foi criada. Recentemente, a agência inaugurou um sistema próprio de publicação, WAM Editor, que permite aos jornalistas da empresa enviar notícias a partir de qualquer lugar do mundo onde estejam, incluindo por smartphones e tablets.

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Crise com Coreia do Norte impulsiona crescimento da AFP na Ásia

A agência de notícias francesa AFP está colhendo os frutos da decisão de se abrir um bureau na Coreia do Norte, ano passado. Em matéria publicada no dia 19/9 no jornal francês Les Échos, o jornalista Yann Rousseau afirmou que a empresa “aumentou seu volume de negócios na região”, sem especificar números. Por exemplo: as imagens do anúncio oficial do teste da bomba de hidrogênio (foto acima) foram feitas por Kim Won-jin, jornalista coreano colaborador do bureau da AFP em Pyongyang, e redistribuídas pelo mundo pela agência francesa. Além da AFP, a Associated Press está na Coreia do Norte desde 2012. Reuters, Bloomberg e Dow Jones não estão no país. “Nossa presença em Pyongyang tornou-se um imenso patrimônio de marketing”, disse o presidente da AFP, Emmanuel Hogg, que acaba de voltar de uma turnê pela Ásia. Agora, segundo o jornal, a agência francesa conta com os próximos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, na Coreia do Sul, para reforçar essa posição.

EFE se engaja em campanha contra Venezuela

A agência espanhola EFE, que já havia ajudado a legitimar o golpe no Brasil, agora comprou briga contra o governo constitucional da Venezuela, distribuindo aos clientes, no dia 22/9, um artigo assinado pelo presidente do Parlamento Europeu, o italiano Antonio Tajani, defendendo que a União Europeia se engaje em derrubar o presidente Nicolás Maduro. No texto, Tajani afirma que Caracas está numa “deriva ditatorial” e sugere que o prêmio Sakharov da UE seja entregue aos golpistas venezuelanos Leopoldo López e Julio Borges, além de promover um seminário para dar palanque aos adversários da democracia venezuelana. O artigo, que estava no website da agência até a quarta-feira (27/9), foi retirada depois, mas ainda pode ser lida pelo cache do Google. A agência espanhola não esconde suas preferências ideológicas: em julho, enviou seu executivo-chefe ao Paraguai e comprometeu-se com o presidente paraguaio, o direitista Horacio Cartes, a treinar jornalistas do país e oferecer bolsas de estudo. O texto ignora a agência pública paraguaia IPP, fundada no governo de Fernando Lugo (2008-2012), também deposto num golpe de estado.

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Fotojornalistas da TASS fazem projeto “Um Dia na Vida da Rússia” – A agência russa TASS realizou no dia 22/9 uma jornada de fotografias pelo país para documentar o cotidiano da Rússia em 250 tópicos. No projeto, chamado “Um Dia na Vida da Rússia”, 100 fotojornalistas da TASS de diferentes partes do páis, de Caliningrado, na fronteira com a Polônia, até as ilhas Curilas, entre Kamtchatka e o Alasca, clicaram imagens espontâneas e não convencionais sobre temas do dia a dia. Uma seleção de fotos comporá um álbum a ser lançado em dezembro, além de exposições. O projeto marca os 30 anos de outra iniciativa semelhante, “Um Dia na Vida da URSS”, que reuniu 50 fotorrepórteres soviéticos a 50 estrangeiros em mais de 125 mil fotos.

Fundação Thomson Reuters comemora 20 anos

A equipe da Fundação Thomson Reuters, o braço de responsabilidade social da agência anglo-canadense, comemorou o 20º aniversário este mês reconhecido como um serviço jornalístico de temas humanitários. Segundo a editora-chefe da Fundação, Belinda Goldsmith, em artigo publicado no blog The Baron, de ex-funcionários da Reuters, os trabalhos da entidade começaram em 1997, com a criação da AlertNet, um serviço gratuito que cobria conflitos, desastres naturais e crises humanitárias “que se tornaram o serviço de acesso para ONGs e políticos em busca de desastres”. A ideia da AlertNet, conta Goldsmith, surgiu após o genocídio de 1994 em Ruanda, quando “ficou evidente que os grupos de socorro no país não tinham como se coordenar”. A Fundação então tomou a inciativa de usar a rede da Reuters para fornecer informações às instituições humanitárias para trabalhar juntas, além de aumentar a conscientização pública sobre o genocídio.

Mais tarde, a AlertNet foi substituída por um serviço noticioso que, além de crises humanitárias, também cobre tráfico humano, escravidão moderna, direitos das mulheres e LGBT e mudança climática. Vários jornalistas veteranos da Reuters agora trabalham na fundação, incluindo a própria Goldsmith, seguindo o padrão, diz, de reportagens equilibradas, precisas e imparciais. Hoje, a fundação atua com uma equipe de 45 jornalistas e uma rede de cerca de 150 stringers (free-lancers) que cobrem pautas pouco divulgadas sobre questões humanitárias. Segundo a editora, a maior novidade da TRF é a cobertura de “resiliência”, novo jargão para designar a forma como populações em situação de risco se preparam para enfrentar catástrofes como furacões, terremotos, enchentes e secas.

Diretor da KUNA visita escritório da agência em Roma – O diretor-geral da agência de notícias KUNA, do Kuwait, o xeque Mubarak Duaij al-Sabah, esteve no escritório da empresa em Roma no domingo (24/9), segundo o jornal Arab Times. Ele vistoriou a rotina de trabalho e conversou com o presidente da associação de correspondentes estrangeiros na cidade, Lino Santamaria. Al-Sabah estava na capital italiana para o encontro da ANSA com as agências da FANA (Federação das Agências de Notícias Árabes), que terminou na sexta anterior.